Na ONU, Trump chama mudanças climáticas de “farsa” e afirma que merece Nobel da Paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Durante quase uma hora, o republicano criticou a instituição, atacou políticas ambientais e defendeu receber o Nobel da Paz.

“Maior golpe do mundo”

Trump classificou as mudanças climáticas como “a maior farsa já perpetrada” e disse que as previsões da ONU foram feitas por “gente burra” e conduziriam países defensores da agenda climática à falência. Sem apresentar dados, afirmou que todos os prognósticos sobre aquecimento global estariam errados.

Ao justificar a retirada dos EUA do Acordo de Paris, o presidente declarou que Washington “pagava muito” e que as nações que investirem em energia limpa “vão fracassar”.

Críticas à ONU e lista de supostas mediações

O chefe da Casa Branca acusou a ONU de não agir para pôr fim a guerras em curso. Disse ter resolvido conflitos entre Camboja e Tailândia, Kosovo e Sérvia, Congo e Ruanda, Paquistão e Índia, Israel e Irã, Egito e Etiópia, além de Armênia e Azerbaijão. Segundo ele, esses feitos justificariam a concessão de um Nobel da Paz, prêmio pelo qual nunca teria sido contatado.

Trump também declarou que terminaria “com facilidade” a guerra entre Rússia e Ucrânia devido à sua relação com Vladimir Putin e acusou China e Índia de financiarem o conflito.

Palestina, imigração e armas biológicas

No pronunciamento, o republicano criticou países que reconheceram o Estado da Palestina, qualificando a medida como “recompensa ao Hamas”. Ele voltou a defender políticas anti-imigração, elogiou tarifas norte-americanas e atacou governos europeus pela compra de petróleo russo.

Trump aplaudiu uma operação da Casa Branca contra barcos venezuelanos suspeitos de traficar drogas — também sem apresentar provas — e pediu o fim da pesquisa de armas biológicas, prometendo liderar esforços para aplicar a Convenção sobre o tema.

Citação a Lula e abertura da Assembleia

Horas antes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu os debates da Assembleia-Geral. Trump mencionou ter “química” com o brasileiro. Lula defendeu que a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA), seja “a COP da verdade”, cobrou ação climática, maior regulação da internet e abordou temas de inteligência artificial e proteção ambiental.

Com agenda carregada de críticas e reivindicações, Trump encerrou sua fala reafirmando que, em sua visão, apenas políticas econômicas rígidas e o abandono de compromissos ambientais garantiriam prosperidade às nações.

Com informações de Olhar Digital