Robôs Elf e Xuan chamam atenção ao reproduzir expressões faciais quase humanas

Um vídeo divulgado na última semana exibiu o rosto de um robô humanoide chinês piscando, balançando a cabeça e observando o ambiente com naturalidade, impressionando usuários de redes sociais pelo grau de realismo. O protótipo faz parte da linha Elf, desenvolvida pela startup AheadForm, sediada em Hangzhou.

Como funciona

De acordo com a empresa, a movimentação facial é resultado da combinação de algoritmos avançados de inteligência artificial com tecnologia de atuação biônica. Um motor sem escovas, projetado para oferecer controles precisos, gera movimentos sutis e silenciosos, consome pouca energia e ocupa pouco espaço no interior do equipamento.

Interação mais natural

Segundo a AheadForm, os modelos Elf conseguem transmitir emoções, perceber pistas não verbais e sincronizar fala e movimentos dos olhos, fatores que tornam a interação com pessoas mais fluida.

Robô de corpo inteiro

Em outra gravação divulgada pela companhia, aparece o Xuan, robô humanoide de corpo inteiro inspirado em elfos. A fabricante afirma que o sistema é capaz de perceber o ambiente, comunicar-se com usuários e aprender a partir das interações.

Planos para o futuro

O fundador da startup, Hu Yuhang, afirmou em entrevista ao South China Morning Post no ano passado que esses modelos representam apenas o início da tecnologia. Ele estima que, dentro de uma década, as pessoas poderão interagir com robôs que pareçam quase humanos e, em vinte anos, eles poderão andar e executar tarefas cotidianas.

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Imagem: Internet

Mercado prioriza produtividade

Apesar dos avanços em expressões faciais, Yuhang lembra que a indústria robótica hoje foca principalmente em produtividade, com empresas investindo em humanoides para trabalhos braçais nas fábricas, como ocorre na Tesla. Por isso, soluções voltadas a interações sociais podem levar mais tempo para alcançar o mercado.

Os vídeos com Elf e Xuan reforçam a rapidez com que a robótica tem aproximado máquinas do comportamento humano, ainda que desafios técnicos e de aplicação comercial permaneçam no horizonte.

Com informações de TecMundo