A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) avalia iniciar a missão tripulada Artemis 2 em 5 de fevereiro de 2026, antecipando em cerca de dois meses a janela anteriormente definida para abril do mesmo ano.
O novo cronograma foi mencionado nesta terça-feira (23), durante coletiva à imprensa, pela administradora-adjunta interina da Direção de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração, Lakiesha Hawkins. Segundo ela, a segurança dos astronautas continua sendo “a maior prioridade” enquanto a equipe conclui o abastecimento do foguete e revisa cada etapa dos procedimentos.
Primeiro voo tripulado do programa Artemis
Artemis 2 colocará quatro astronautas na órbita lunar, retomando missões tripuladas ao satélite natural mais de cinco décadas depois da Apollo 17. Desta vez, não haverá pouso; o objetivo é checar todos os sistemas que serão usados na Artemis 3, planejada para levar humanos de volta à superfície da Lua em 2027.
A tripulação é composta pelos norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Eles viajarão a bordo da cápsula Orion, lançada pelo foguete Space Launch System (SLS) a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com retorno previsto para o Pacífico leste após aproximadamente dez dias de missão.
Lições da Artemis 1
O programa começou em 2022 com o voo não tripulado Artemis 1, que testou a Orion em longa duração. Durante a reentrada, o escudo térmico sofreu carbonização maior que a esperada e vazamentos de hidrogênio líquido também geraram atrasos. “Aprendemos bastante sobre vazões e pressões e como isso pode resultar em vazamentos”, recordou Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento da Artemis 2.
Montagem do foguete e testes em voo
O SLS está sendo integrado no Edifício de Montagem de Veículos da NASA, construído pela Boeing, com propulsores produzidos pela Northrop Grumman. A apresentação completa do veículo está programada para outubro.
Imagem: Nasa
No espaço, os astronautas analisarão os sistemas de suporte à vida responsáveis por fornecer ar respirável e remover dióxido de carbono e vapor d’água. Os equipamentos serão avaliados em diferentes condições metabólicas — desde períodos de exercícios intensos até o descanso noturno.
A Orion também deverá validar comunicação e navegação para a viagem lunar. Quando a cápsula atingir cerca de 7.500 quilômetros além do lado oculto da Lua, a Rede do Espaço Profundo garantirá contato com a Terra, envio de imagens e comando da espaçonave.
Se confirmada a data de 5 de fevereiro de 2026, a NASA abrirá um novo capítulo em sua exploração lunar, preparando o terreno para a futura presença humana permanente na superfície do satélite.
Com informações de Olhar Digital
