Nvidia direciona investimentos para empresas de computação quântica após chegar a US$ 4 tri em valor de mercado

São Paulo, 24 de setembro de 2025 – Poucos meses depois de se tornar a primeira companhia de capital aberto a ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado, a Nvidia voltou os holofotes para um novo segmento: a computação quântica.

Três acordos em sequência

Nos últimos meses, a fabricante de chips firmou parcerias ou realizou aportes na Quantinuum, na QuEra e na PsiQuantum. Segundo especialistas, embora inteligência artificial (IA) e computação quântica atendam a necessidades distintas, a movimentação é considerada estratégica para o futuro da empresa.

Mudança de discurso do CEO

Em janeiro, o CEO Jensen Huang avaliou que computadores quânticos úteis só chegariam entre 15 e 20 anos, declaração que pressionou ações de companhias do setor. Em junho, no entanto, Huang afirmou que a tecnologia atingiu um “ponto de inflexão” e pode solucionar “problemas interessantes” nos próximos anos.

IA x Quântico

A Nvidia domina o mercado de hardware que equipa data centers de IA, capazes de executar inúmeros cálculos simples em paralelo. Já a computação quântica emprega superposição e emaranhamento para processar equações extremamente complexas ao mesmo tempo.

Cada empresa escolhida pela Nvidia adota uma abordagem diferente: a Quantinuum trabalha com íons carregados, a PsiQuantum usa fótons e a QuEra aposta em átomos neutros.

Mercado ainda incerto

Apesar do potencial, computadores quânticos de uso prático ainda não existem e não há previsão firme para que cheguem ao mercado. Quando surgirem, sua utilidade real deverá ser comprovada.

Richard Shannon, analista da Craig Hallum, avalia que os aportes podem mudar conforme a viabilidade da tecnologia. “Com tempo suficiente, é praticamente certo que a Nvidia comprará uma ou mais empresas quânticas”, afirmou.

Para a Nvidia, dominar também o hardware quântico significaria repetir o sucesso obtido na IA e garantir posição de destaque em uma possível próxima onda tecnológica.

Com informações de Olhar Digital