Intel negocia com AMD uso dos nós 18A e 14A em sua divisão de fundição

A Intel iniciou tratativas preliminares para que a rival de longa data AMD fabrique parte de seus processadores na Intel Foundry Services (IFS), utilizando os futuros nós de produção 18A e 14A. A informação foi divulgada pelo site Semafor.

Disputa tecnológica e apoio governamental

O diálogo ocorre em um momento em que a Intel recebe incentivos do governo dos Estados Unidos para fortalecer a indústria local de semicondutores. De acordo com o relatório, a administração do ex-presidente Donald Trump acompanhou de perto a estratégia da companhia como alternativa à dependência da TSMC.

Nesse contexto, gigantes como NVIDIA, Apple e a própria AMD avaliam parcerias com a fabricante sediada na Califórnia, atraídas tanto pelo potencial tecnológico dos novos processos quanto pelo peso político de produzir em território norte-americano.

Precedentes e possíveis planos da AMD

Apesar da rivalidade, Intel e AMD já cooperaram em 2018 no projeto Kaby Lake-G, que combinava CPUs Intel a GPUs Radeon RX Vega. Analistas veem nesse histórico um sinal de que colaborações pontuais são possíveis.

Segundo as especulações, a AMD poderia transferir a produção de parte dos CPUs EPYC Venice para o nó 18A da Intel, enquanto manteria outras linhas com a tecnologia N2 da TSMC. A estratégia permitiria à empresa diversificar a cadeia de fornecimento em meio às tensões geopolíticas.

Desafios para a Intel

A Intel afirma que o nó 18A oferecerá ganhos relevantes em eficiência energética, densidade e rendimento, fatores considerados essenciais para competir diretamente com a TSMC. O mercado, contudo, aguarda provas de que a companhia conseguirá entregar esses avanços em escala industrial.

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Em comunicado, um porta-voz destacou que a Intel pretende apresentar uma opção “competitiva e confiável” para atender às demandas de longo prazo do setor. O sucesso dos nós 18A e 14A será decisivo para atrair clientes e recuperar participação no mercado de semicondutores.

Para a AMD, fabricar parte dos chips em solo norte-americano reduziria riscos estratégicos e aproximaria a companhia do governo dos Estados Unidos; porém, depender de uma concorrente direta impõe cuidados adicionais com confidencialidade e competitividade.

As negociações ainda estão em estágio inicial, e não há cronograma divulgado para um eventual acordo.

Com informações de Adrenaline