Alagoana de 116 anos pode ser a mulher mais velha do mundo ainda viva

Joana do Espírito Santo, registrada em 2 de fevereiro de 1909, completa 116 anos e pode ocupar o posto de mulher mais longeva do planeta. Moradora da região metropolitana de Maceió (AL), ela vive em uma casa simples mantida com o benefício da aposentadoria e recebe cuidados diários de uma filha e do genro.

A alagoana, que trabalhou por décadas cortando cana-de-açúcar, é mãe de 21 filhos e nunca aprendeu a ler ou escrever. Seus documentos — carteira de identidade, Carteira de Trabalho e certificado de filiação ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Murici — indicam idade superior à de Ethel Caterham, inglesa nascida em 21 de agosto de 1909 e atualmente reconhecida pela entidade LongeviQuest como a mulher mais velha do mundo.

Reconhecimento internacional depende de documentação

A inclusão de Joana no ranking da LongeviQuest esbarra na exigência do registro de nascimento, perdido após enchentes atingirem o cartório local em 2010. Sem o documento original, a certificação internacional não deve ocorrer, segundo a família.

No cadastro da LongeviQuest, outra brasileira aparece: Izabel Rosa Pereira, que completou 114 anos em 2024 e ocupa a quarta posição entre as pessoas mais velhas em vida.

Rotina e cuidados de saúde

Viúva há cerca de 40 anos, Joana mantém a memória ativa, embora relate lapsos ocasionais. Entre as lembranças marcantes, cita a festa de casamento que durou três dias, a invasão de Lampião a Delmiro Gouveia em 1938 e um baile em que dançou com Luiz Gonzaga.

Ela costuma dormir próximo ao meio-dia e dedica grande parte do tempo à fé católica, cantando e rezando o terço. A idosa recebe atendimento semanal do programa municipal Melhor em Casa, que fornece acompanhamento médico, medicamentos e fraldas. A enfermeira Marta Luna, integrante da equipe, afirma que Joana permanece lúcida, saudável e comunicativa.

Sobre a longevidade, a alagoana resume: “Só Deus sabe”.

Com informações de Olhar Digital