São Paulo, 5 de novembro de 2025 – A rede MapBiomas informou que a Amazônia registrou, em 2024, temperatura média 1,5 °C acima dos valores pré-industriais, atingindo o teto estabelecido pelo Acordo de Paris. No Pantanal, a anomalia foi ainda maior: 1,8 °C.
O levantamento, que utiliza imagens de satélite e modelagem de dados, avaliou a evolução térmica dos biomas brasileiros entre 1985 e 2024. Segundo o estudo, desde 2019 quase todos os biomas do país têm apresentado temperaturas superiores à média histórica.
Aquecimento em todos os biomas
Caatinga, Cerrado e Pampa registraram elevações de até 1 °C no período mais recente. Já a Amazônia, pela primeira vez, alcançou o limite de 1,5 °C previsto no pacto climático firmado em 2015.
Desmatamento como fator decisivo
Para Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas, a alta está diretamente ligada à perda de cobertura florestal. “A redução das florestas altera as trocas de calor e vapor d’água com a atmosfera, elevando as temperaturas”, explicou.
Situação crítica no Pantanal
No Pantanal, o agravamento foi atribuído ao baixo índice pluviométrico na Bacia do Alto Paraguai. Em 2024, a região somou 205 dias sem chuva, contribuindo para a anomalia de 1,8 °C, a maior entre os biomas analisados.
Imagem: streetflash
Os dados reforçam o alerta sobre a intensificação do aquecimento nas principais regiões naturais do país, ressaltou a organização.
Com informações de Olhar Digital
