A Apple pretende utilizar modelos de inteligência artificial do Gemini, do Google, na nova geração da Siri, de acordo com informações divulgadas pela Bloomberg em 3 de novembro de 2025.
Segundo o jornalista Mark Gurman, conhecido por antecipar planos da companhia de Cupertino, os modelos do Gemini serão empregados em funções de planejamento e resumo de dados no dispositivo. Esses recursos farão parte de um pacote que inclui ainda um sistema de busca de conhecimento.
Execução em servidores próprios
Todas as operações, inclusive as que envolvem a tecnologia do Google, ficarão restritas aos servidores Private Cloud Compute da própria Apple. A medida, afirma Gurman, tem como objetivo preservar a privacidade e a segurança dos usuários.
Na prática, a assistente poderá lidar com solicitações pessoais — por exemplo, “qual foi o livro que minha mãe me recomendou?” — analisando dados armazenados no aparelho.
Parceria discreta
Apesar da participação do Google, os modelos do Gemini não serão destacados em materiais de marketing. A Apple pretende apresentar a Siri como uma tecnologia que roda integralmente em sua infraestrutura, enquanto o Google apenas licencia seus modelos para uso interno.
Imagem: Internet
Desenvolvimento turbulento
A reformulação da Siri vem sendo aguardada há vários trimestres. Relatos indicam que a Apple abandonou planos para criar uma IA totalmente nova e optou por integrar soluções de mercado, movimento que refletiria os adiamentos constantes e a perda de confiança no projeto original.
Mesmo em meio a desafios no campo de IA, a Apple registrou bons resultados financeiros e reduziu a distância para a Samsung em participação nas vendas de smartphones, impulsionada pelo lançamento do iPhone 17.
Com informações de TecMundo
