Ataque cibernético causa novos cancelamentos de voos em aeroportos europeus

Companhias aéreas que operam na Europa terão de cancelar dezenas de voos nesta segunda-feira (21) em razão de um ataque cibernético que derrubou sistemas de check-in e despacho de bagagem nos aeroportos de Bruxelas, Berlim e Londres.

O incidente começou na virada de sexta-feira (19) para sábado (20) e atingiu principalmente o software MUSE, da fornecedora Collins Aerospace, responsável por serviços de check-in, emissão de cartões de embarque, etiquetas de bagagem e despacho.

Em comunicado à BBC, a empresa informou estar nos estágios finais das atualizações necessárias para restabelecer a plataforma, mas ainda não há previsão para normalização completa.

140 dos 276 voos de segunda podem ser cancelados

A Collins Aerospace sugeriu o cancelamento de 140 dos 276 voos programados para esta segunda-feira, segundo a agência AP. No sábado (20), o aeroporto de Bruxelas registrou o cancelamento de 35 partidas e 25 chegadas.

Reino Unido e União Europeia acompanham o caso

No Reino Unido, o Centro Nacional de Segurança Cibernética acompanha a situação junto à Collins Aerospace. O Departamento de Transportes e autoridades policiais ainda avaliam o impacto total da falha. A Comissão Europeia também monitora o caso, mas afirma que, até o momento, não há indícios de um problema generalizado.

Soluções emergenciais nos terminais

Em Heathrow, aeroporto mais movimentado da Europa, quase metade das companhias aéreas já operava com algum tipo de contingência no domingo (21). A British Airways recorreu a um sistema de backup para atender passageiros. Em outros terminais, funcionários precisaram preencher cartões de embarque à mão, o que gerou filas de até três horas no check-in.

Setor aéreo na mira de hackers

Especialistas apontam crescimento de 600% nos ataques cibernéticos contra a aviação no último ano, conforme relatório da francesa Thales. Esses golpes normalmente exploram fornecedores terceirizados, como o caso da Collins Aerospace, provocando efeitos em cadeia entre diferentes aeroportos e companhias.

Para analistas, práticas como aplicação de patches, atualização constante de software e uso de sistemas de backup testados são essenciais para reduzir riscos, mas exigem ação coordenada entre governos, empresas aéreas e operadores de terminais.

Não há, até agora, informações sobre os responsáveis pelo ataque.

Com informações de Olhar Digital