A iFixit desmontou o iPhone 17 Pro em 23 de setembro de 2025 e expôs mudanças internas como o inédito sistema de resfriamento por câmara de vapor, além de ajustes que afetam a reparabilidade do aparelho.
Sistema de resfriamento
O chip A19 Pro fica em contato com uma câmara de vapor que distribui o calor pela estrutura unibody de alumínio. Testes com câmera térmica mostraram o iPhone 17 Pro Max operando a 34,8 °C sem sofrer redução de desempenho, enquanto o iPhone 16 Pro Max atingia 37,8 °C e apresentava throttling.
Segundo a iFixit, a câmara contém uma malha entre duas placas que direciona a água. O líquido ferve próximo ao processador, vira vapor, condensa do lado oposto e retorna em gotas, reiniciando o ciclo de troca de calor.
Bateria em suporte removível
A bateria agora vem instalada em um suporte metálico fixado à moldura por parafusos Torx Plus. Caso a Apple ofereça baterias já montadas nesse suporte, a substituição dispensará o uso de adesivos. A proteção metálica também aumenta a segurança do componente.
Riscos na moldura
Em testes de arranhões, a iFixit detectou maior suscetibilidade no patamar das câmeras. O professor David Niebuhr, da Cal Poly, identificou o problema como “spalling”: a borda reta dificulta a adesão do acabamento anodizado, permitindo que a cor se solte ao contato com objetos duros, como chaves.
Imagem: Juli Clover
Reparos mais limitados
O design de entrada dupla presente na geração anterior foi abandonado. Agora, só é possível acessar o conjunto de carga sem fio ou substituir o vidro traseiro pela parte de trás do aparelho; troca de bateria, câmera ou porta USB-C exige remoção da tela. A substituição da porta USB-C requer a retirada de 22 parafusos, procedimento considerado trabalhoso.
Apesar das restrições, a presença de manuais de reparo desde o lançamento e escolhas como o suporte aparafusado da bateria renderam ao iPhone 17 Pro nota 7 de 10 em reparabilidade, levemente abaixo do iPhone Air.
Com informações de MacRumors
