Ir para a cama logo após o banho, sem secar completamente o cabelo, pode trazer desconfortos respiratórios e problemas para couro cabeludo e fios, apontam especialistas ouvidos pelo Olhar Digital.
Impactos nas vias respiratórias
O frio e a umidade na cabeça reduzem temporariamente a atividade dos cílios respiratórios, estruturas que varrem poeira, vírus e bactérias das vias aéreas. Com essa defesa natural mais lenta, aumentam as chances de irritação, dor de garganta e tosse. O efeito é mais comum em pessoas com rinite, sinusite ou baixa imunidade, especialmente durante o sono, quando o organismo está em repouso.
Efeitos no couro cabeludo
A umidade constante em contato com o travesseiro favorece a proliferação de fungos e bactérias que já habitam a pele. Consequências possíveis incluem coceira, descamação e mau odor. Quem tem predisposição à dermatite seborreica pode perceber agravamento dos sintomas.
Danos aos fios
Com as cutículas abertas, o cabelo úmido fica mais sensível ao atrito com o travesseiro. Isso aumenta o risco de quebra, pontas duplas, frizz e perda temporária da forma natural.
Mitos e verdades
• Resfriado: é causado por vírus, não pelo cabelo úmido.
• Quebra dos fios: ocorre pelo atrito; o hábito de dormir com o cabelo molhado apenas intensifica o problema.
• Crescimento: não há relação direta entre umidade e velocidade de crescimento capilar.
Imagem: triocean
Cuidados recomendados
Secar bem os fios com toalha ou secador em temperatura morna antes de deitar, evitar prender o cabelo molhado e manter o travesseiro limpo reduzem os riscos. Pessoas com rinite, sinusite ou imunidade baixa devem ter atenção redobrada ao evitar frio e umidade na cabeça.
As medidas não eliminam totalmente os problemas, mas ajudam a minimizar desconfortos e preservar a saúde dos fios e do couro cabeludo.
Com informações de Olhar Digital
