A Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos (GSA) aprovou o uso do Llama, modelo de linguagem da Meta, por órgãos federais. A decisão coloca a ferramenta na relação de sistemas de inteligência artificial autorizados para aquisição pelo governo.
De acordo com a agência Reuters, a medida integra a estratégia do presidente Donald Trump de acelerar a adoção de IAs comerciais na administração pública. Com a liberação, as agências poderão testar o Llama em atividades como revisão de contratos e solução de problemas operacionais.
A Meta passa a integrar um grupo que já contava com Amazon Web Services, Microsoft, Google, Anthropic e OpenAI, cujas soluções de IA estavam previamente habilitadas pela GSA. Todas as empresas concordaram em oferecer descontos significativos e a atender aos requisitos de segurança exigidos pelo governo.
Essas exigências derivam da Ordem Executiva 14179, assinada por Trump em janeiro, que determina a contratação apenas de modelos considerados livres de viés ideológico. A norma substituiu uma ordem anterior emitida em 2023 pelo então presidente Joe Biden.
Questionado pela Reuters sobre a possibilidade de que os descontos sejam uma forma de buscar favoritismo político, Josh Gruenbaum, responsável pelas aquisições da GSA, negou. Segundo ele, o objetivo é “unir esforços para tornar o país o melhor possível”.
A decisão ocorre após maior aproximação entre a Casa Branca e grandes empresas de tecnologia. No início do mês, executivos de destaque do setor, entre eles o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, participaram de um jantar com Trump.
Com informações de Tecnoblog
