Falta de proteção expõe 73 mil câmeras IP em 256 países e aumenta risco de invasão

Um site que agrega imagens de 73 000 câmeras IP sem qualquer proteção, distribuídas por 256 países, voltou a chamar atenção para as falhas de segurança nesses equipamentos. Especialistas alertam que câmeras mantidas com senhas padrão ou sem criptografia avançada tornam-se alvo fácil de hackers, que podem acessar e até transmitir as imagens em tempo real.

Por que as invasões ocorrem

Segundo o levantamento, muitos invasores agem por hobby ou para comprovar que conseguem burlar dispositivos mal protegidos. Há também quem busque informações privadas capturadas pelas câmeras ou simplesmente se divirta assistindo cenas do cotidiano alheio.

Como as câmeras são invadidas

O método mais comum consiste em testar combinações de logins e senhas padrão divulgadas pelos próprios fabricantes. Ferramentas automáticas vasculham a internet em busca de dispositivos com portas de acesso abertas e tentam credenciais simples, como “admin/admin” ou “12345”.

Países com mais dispositivos vulneráveis

Entre 25 nações listadas, os Estados Unidos lideram com 5 907 câmeras expostas, seguidos por Japão (2 429), Itália (1 486), França (1 213) e Reino Unido (911). Nas cidades norte-americanas, centros urbanos populosos como São Francisco, Boston, Nova York, Los Angeles e Miami concentram o maior número de equipamentos desprotegidos.

Locais mais afetados

Parques e áreas externas respondem por 21,55 % dos dispositivos sem segurança, enquanto estacionamentos somam 21,18 %. Já residências representam 15,4 % dos casos, gerando maior preocupação com privacidade.

Credenciais padrão mais exploradas

A análise identificou uma série de combinações comuns que permanecem ativas em muitos aparelhos. Entre elas estão “root/Pass”, “admin/admin”, “888888/888888” e “Admin/1234”. Endereços IP como 192.168.1.108 e 192.168.0.250 também aparecem com frequência em configurações de fábrica.

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Imagem: Internet

Quatro medidas para reforçar a segurança

1. Escolher câmeras com criptografia robusta. Modelos que utilizam SSL, WPA2 e AES dificultam o acesso não autorizado.

2. Alterar login e senha originais. Recomenda-se criar combinações com pelo menos seis caracteres, misturando letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos.

3. Manter o firmware atualizado. Versões recentes costumam corrigir brechas descobertas pelos fabricantes.

4. Modificar a porta padrão. Mudar a porta de comunicação para um número fora da faixa 8100 reduz a chance de detecção por programas de varredura.

Empresas que investem em tecnologias de cifragem avançada, como a Reolink, destacam-se por adotar SSL, WPA2-AES e protocolos TLS na tentativa de blindar as transmissões contra interceptações.

Com informações de Reolink Blog