Hobbies manuais típicos de “vovó” podem prolongar a vida em até oito anos, aponta estudo

Atividades manuais como crochê, jardinagem, bordado, modelagem em argila e scrapbooking estão associadas a uma vida mais longa e a um cérebro mais ativo, segundo pesquisa conduzida pela Universidade de Kyoto, no Japão, em parceria com o Instituto de Longevidade da Ásia. Divulgado com exclusividade pelo portal Jetss em agosto de 2025, o levantamento indica que a prática frequente desses hobbies pode acrescentar até oito anos à expectativa de vida, além de reduzir o estresse e fortalecer o sistema imunológico.

Os pesquisadores destacam que o efeito positivo se intensifica quando as atividades são realizadas em grupo, graças ao aumento da sensação de propósito e pertencimento.

Crochê estimula memória e criatividade

Estudo publicado em 2020 no banco de dados PubMed mostra que o crochê, por exigir coordenação motora, atenção e inventividade, ativa áreas cerebrais ligadas à memória e à concentração, funcionando também como forma de relaxamento ativo.

Modelagem em argila melhora coordenação fina

Pesquisadores na Tailândia observaram que pacientes com condições crônicas, como AVC, epilepsia, Parkinson e câncer, apresentaram melhora física e cognitiva após sessões de modelagem em argila, que exigem atenção, percepção espacial e resolução de problemas.

Bordado fortalece foco e pensamento lógico

Análise publicada em 2021 na Revista Científica Núcleo do Conhecimento aponta que o bordado estimula a coordenação motora fina, aumenta a capacidade de concentração e ativa o pensamento lógico, funcionando como exercício cognitivo.

Scrapbooking ativa memória e planejamento

Ao combinar fotografias, papelaria e elementos decorativos, o scrapbooking envolve memória, atenção e planejamento, beneficiando a coordenação motora fina e mantendo a mente engajada enquanto registra lembranças de forma criativa.

Jardinagem alia bem-estar e saúde mental

Pesquisa realizada nos Estados Unidos e publicada em 2020 classifica a jardinagem entre as atividades que mais geram felicidade, junto a caminhar, andar de bicicleta e refeições fora de casa. Já um estudo da Universidade Estadual do Kansas aponta que, em idosos, cuidar de plantas melhora força nas mãos, autoestima e saúde emocional, além de reduzir o hormônio do estresse (cortisol).

Os resultados reforçam a importância de hobbies manuais para manter o cérebro “jovem” e contribuir para uma vida mais longa e saudável.

Com informações de Olhar Digital