Neuralink avalia uso de chips cerebrais em robôs humanoides, diz chefe de cirurgia

A Neuralink, empresa de Elon Musk dedicada a interfaces cérebro-máquina, estuda aplicar seus chips em robôs humanoides. A informação foi revelada por Danish Hussain, chefe de cirurgia da companhia, em postagem nas redes sociais.

Segundo Hussain, a chamada “interface humano-robô” pode se tornar realidade “muito em breve”. A declaração veio após a divulgação de um vídeo que mostra um paciente controlando um braço robótico por meio do implante cerebral da Neuralink. Nos comentários, um usuário questionou se o Optimus — robô humanoide desenvolvido pela Tesla — também poderia ser treinado dessa forma. O executivo respondeu que a empresa está “começando de forma simples”, mas que a integração acontecerá em breve, sem detalhar prazos ou etapas do projeto.

Testes em humanos e em animais

Atualmente, a Neuralink é a maior companhia do setor de chips cerebrais. A empresa já implantou o dispositivo em alguns pacientes humanos e conduziu experimentos com animais; cerca de 1.500 animais utilizados em testes morreram, o que gerou críticas de organizações de bem-estar animal.

Em um dos voluntários humanos, fios do chip retraíram-se, reduzindo o número de eletrodos capazes de decodificar sinais cerebrais. A equipe ajustou o algoritmo para aumentar a sensibilidade e conseguiu recuperar parte da funcionalidade, mas o episódio intensificou o debate sobre a segurança e a eficácia do procedimento.

Apesar das controvérsias, Hussain reforçou que a empresa já vem auxiliando pacientes e que o objetivo é ampliar as aplicações do implante, incluindo a possibilidade de conectá-lo a plataformas robóticas.

Com informações de Olhar Digital