São Paulo, 21 de junho de 2024 – A Neuralink, companhia norte-americana de neurotecnologia fundada em 21 de junho de 2016, trabalha no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina implantáveis que prometem transformar impulsos neurais em comandos para computadores, próteses robóticas e outros dispositivos.
Quem está por trás
Elon Musk aparece como cofundador e sócio majoritário da empresa. O engenheiro Dongjin “DJ” Seo, também cofundador, ocupa a presidência. Não há dados públicos sobre a participação acionária de Musk nem sobre outros investidores.
O dispositivo N1
O principal produto em teste é o chip N1, que mede 23 mm de diâmetro por 8 mm de espessura. O implante é inserido por um robô cirúrgico que abre um pequeno orifício no crânio. Após a colocação, fios ultrafinos conectam até mil neurônios, capturam os sinais elétricos e enviam as informações a sistemas externos por comunicação sem fio. Cada usuário pode receber até dez chips.
Aplicações e objetivos
Inicialmente, a empresa foca em pessoas com deficiência ou lesões que afetaram fala, movimento ou visão, permitindo-lhes operar PCs ou braços robóticos apenas com o pensamento. A longo prazo, Musk já declarou que pretende oferecer o dispositivo como produto de consumo, ampliando a integração entre humanos e máquinas.
Ensaios clínicos
Em 2023, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a Neuralink a iniciar testes em humanos. Relatórios recentes apontam que, no primeiro implante, cerca de 85% dos fios se desconectaram do cérebro do voluntário, levantando questionamentos sobre segurança e eficácia.
Desafios e concorrência
Empresas como Synchron e Paradromics também desenvolvem interfaces neurais, mas mantêm foco estritamente médico. A Paradromics, por exemplo, utiliza materiais metálicos e cerâmicos para garantir durabilidade de décadas, enquanto a Neuralink emprega polímeros, estimando vida útil aproximada de dois anos para o N1.
Imagem: Reprodução
Potencial de mercado
Apesar das incertezas técnicas e éticas, a startup alcançou valor de mercado estimado em US$ 9 bilhões em 2025, sinalizando forte interesse de investidores em soluções que conectem cérebro e computador.
Por enquanto, a Neuralink segue na fase de ensaios, monitorando riscos cirúrgicos e os efeitos de médio e longo prazo dos implantes.
Com informações de Tecnoblog
