Nomofobia: 60% dos brasileiros sentem ansiedade longe do celular; conheça cinco sinais de alerta

São Paulo, 20 de setembro de 2025 – O receio de ficar sem acesso ao smartphone, conhecido como nomofobia, já afeta uma parcela expressiva da população brasileira. Levantamento do portal Nomophobia.com, citado pela revista Forbes, indica que 60% dos brasileiros relatam ansiedade quando estão longe do aparelho. O mesmo estudo revela que 87% dos entrevistados se consideram dependentes do celular para atividades cotidianas.

Esse cenário é reforçado por dados do relatório Digital 2024, que apontam média diária de 9 horas e 32 minutos conectados a dispositivos digitais, sendo 3 horas e 37 minutos exclusivamente em redes sociais. Especialistas alertam para impactos como ansiedade, insônia e queda de produtividade.

Confira cinco possíveis sintomas de dependência de celular

1. Verificação compulsiva de notificações
A necessidade constante de checar mensagens, curtidas ou atualizações ativa circuitos de recompensa no cérebro, reforçando o ciclo de uso e podendo gerar ansiedade, dificuldade de concentração e insônia.

2. Angústia ao ficar sem internet
Situações em locais sem sinal, como zonas rurais ou regiões remotas, provocam irritação e até sintomas físicos em pessoas com forte dependência digital.

3. Uso contínuo nas redes sociais
Gastar horas nas plataformas, buscando validação por meio de curtidas e comentários, pode levar a baixa autoestima e comparação social constante.

4. Levar o aparelho ao banheiro
O hábito, além de expor o usuário a germes e má postura, demonstra dificuldade de se desconectar mesmo em momentos breves e íntimos.

5. Carregar a bateria várias vezes ao dia
Colocar o celular na tomada mesmo com carga alta revela medo de ficar sem o dispositivo. O desconforto aparece quando a bateria atinge níveis abaixo de 50%.

Embora ainda não reconhecida oficialmente como transtorno em manuais médicos, a nomofobia é estudada como dependência comportamental. Tratamentos incluem acompanhamento psicológico, mudanças de hábito e, quando necessário, terapia cognitivo-comportamental. Especialistas também alertam que crianças podem desenvolver o problema se o uso excessivo começar cedo.

Com informações de Olhar Digital