Putin estende por um ano limites do arsenal nuclear russo e pede reciprocidade aos EUA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou na segunda-feira, 22 de setembro de 2025, que manterá inalterado o poderio nuclear do país por mais um ano, prorrogando voluntariamente até fevereiro de 2027 o cumprimento das obrigações previstas no tratado New START com os Estados Unidos.

O pacto, que limita ogivas e vetores estratégicos, expira em fevereiro de 2026. Putin afirmou que o colapso do acordo “pode abalar a estabilidade global” e solicitou ao presidente norte-americano, Donald Trump, que adote medida idêntica.

Principais pontos do New START

Assinado em 8 de abril de 2010, em Praga, pelos então presidentes Dmitry Medvedev e Barack Obama, o tratado determina:

  • máximo de 1.550 ogivas nucleares estratégicas para cada país;
  • limite de 700 mísseis ou bombardeiros de longo alcance em operação e 800 lançadores;
  • até 18 inspeções anuais em depósitos e bases, suspensas em 2020 pela pandemia de covid-19.

O acordo entrou em vigor em fevereiro de 2011, com validade inicial de 10 anos e possibilidade de prorrogação por cinco. Em fevereiro de 2021, Moscou e Washington estenderam o documento até 2026, mas divergências sobre a retomada das inspeções, em novembro de 2022, interromperam o diálogo.

Situação atual

Em 2023, o Kremlin suspendeu sua participação formal no tratado, alegando apoio militar dos EUA à Ucrânia. Mesmo assim, o governo russo manteve os limites estipulados e continuou a notificar Washington sobre testes de mísseis balísticos.

Putin declarou que a extensão adicional “só será viável se os Estados Unidos não romperem o equilíbrio de dissuasão”. Até o momento, Trump não se pronunciou sobre a proposta. O tema já havia sido discutido pelos dois líderes em agosto, durante encontro no Alasca dedicado a um possível cessar-fogo na guerra da Ucrânia. À época, o republicano classificou o fim das restrições nucleares como “grave problema para o mundo”.

Com informações de TecMundo