A SpaceX realizou na manhã desta quarta-feira, 24 de setembro de 2025, o lançamento de três sondas científicas a bordo de um foguete Falcon 9. O veículo partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 7h30 (horário de Brasília), com destino ao ponto de Lagrange 1, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Missão principal: IMAP
A carga principal é a sonda Interstellar Mapping and Acceleration Probe (IMAP), da NASA, avaliada em aproximadamente US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,1 bilhões). Equipado com dez instrumentos, o observatório medirá o vento solar e o pó interestelar para mapear a heliosfera — a “bolha” magnética que protege o Sistema Solar da radiação cósmica. A IMAP também fornecerá alertas de radiação úteis para programas tripulados, como o Artemis, que pretende estabelecer presença contínua na Lua, e futuras viagens a Marte.
Carruthers Geocorona Observatory
O lançamento levou ainda o Carruthers Geocorona Observatory (CGO), também da NASA. O satélite vai observar a geocorona, camada mais externa da atmosfera terrestre composta por átomos de hidrogênio que emitem brilho ultravioleta tênue. A missão retoma estudos iniciados na Apollo 16, na década de 1970, e busca detalhar a interação do clima espacial com a Terra.
SWFO-L1: alerta de tempestades solares
A terceira carga é a Space Weather Follow-On (SWFO-L1), operada pela NOAA. Instalado no mesmo ponto de Lagrange 1, o satélite vai monitorar tempestades solares, fornecendo dados em tempo real sobre erupções e ejeções de massa coronal. As informações servirão como sistema de alerta antecipado para proteger satélites de comunicação, missões tripuladas e redes elétricas em solo.
Sequência de voo
Cerca de 84 minutos após a decolagem, o Falcon 9 liberou a IMAP em órbita de transferência interplanetária, seguida pela separação da SWFO-L1 e, alguns minutos depois, do CGO. O primeiro estágio do foguete pousou nove minutos após a partida, completando com sucesso a manobra de retorno.
Imagem: SpaceX
O lançamento desta quarta-feira foi o 120º voo do Falcon 9 em 2025. Mais de 70% dessas missões tiveram como objetivo aumentar a constelação Starlink, que fornece internet em órbita baixa.
Com informações de Olhar Digital
