A Comissão de Segurança Digital da União Europeia deu início, nesta terça-feira (23), a uma apuração preliminar para verificar se Apple, Google, Microsoft e o grupo Booking estão adotando medidas eficazes contra golpes financeiros em suas plataformas.
A iniciativa é conduzida pela parlamentar finlandesa Henna Virkkunen, responsável pela agenda de tecnologia no bloco. Nesta fase, as empresas serão apenas convidadas a enviar documentação detalhada sobre suas políticas de combate a fraudes. Após a análise dos dados, o colegiado decidirá se abre investigação formal, o que poderá resultar em multas de até 6% do faturamento bruto anual de cada companhia.
O que está em jogo
A ação tem como base a Lei dos Serviços Digitais, aprovada em 2024, que impõe obrigações às plataformas online em áreas como privacidade, segurança e retirada de conteúdo ilegal. Entre os pontos que preocupam a comissão estão:
- Apple e Google: explicações sobre o controle de aplicativos falsos nas lojas do iOS e do Android, especialmente imitações de apps bancários;
- Google e Microsoft (Bing): detalhes sobre filtros que evitam resultados de busca ou anúncios enganosos;
- Booking.com: informações a respeito da identificação e remoção de anúncios de acomodações inexistentes.
Virkkunen destacou que as fraudes online geram perdas superiores a 4 bilhões de euros por ano no continente, valor que pode crescer com o uso de inteligência artificial por criminosos. O prazo para o envio dos documentos não foi divulgado. A avaliação da comissão deve levar alguns meses.
Posicionamento das empresas
Segundo o jornal Financial Times, Apple e Google ainda não comentaram o pedido. Booking e Microsoft afirmaram que colaborarão de forma construtiva com as autoridades. Em outra frente, a Meta pode ser alvo de procedimento separado por suposto descumprimento das normas europeias.
Imagem: Internet
Nos últimos meses, o bloco tem intensificado a fiscalização sobre grandes empresas de tecnologia. Em agosto, Google e Shein foram multadas em 475 milhões de euros por violações de cookies, enquanto a Apple foi obrigada por decisão judicial a compartilhar dados com rivais na região.
A análise do material enviado por Apple, Google, Microsoft e Booking marcará o próximo passo da investigação, que poderá avançar para um processo formal caso a comissão identifique falhas significativas no combate às fraudes.
Com informações de TecMundo

